Politicamente incorreto ou cinicamente político?

E infinito os esforços que a classe dominante promove para converter a sangrenta história brasileira, em uma versão de ponto de vista único. Invasões, escravidão, massacres, pilhagem tem seus efeitos e sentidos modificados, de maneira que se crie um senso de aceitável sobre as mais terríveis brutalidades cometidas ao longo da história do Brasil. Pelos olhos e palavras dos reacionários tudo e transformado, prevalecendo um totalitarismo histórico. Grandes heróis do povo são atacados, na tentativa de desmoralizá-los e reduzir suas importâncias. Momentos de confrontos e lutas do povo, contra a elite se tornam simples reboliços rebeldes. Abomináveis passagens históricas de assassinatos, carnificina viram situações compreensíveis.


Demonstrando uma ranzinza sem precedentes supostos “intelectuais” e “estudiosos” formam extensas teses, para descaracterizar ao máximo possível, a heroicidade do povo e santificar as atrocidades dos opressores. O objetivo dessa ofensiva reacionária e bastante clara, impedir que os segmentos oprimidos da sociedade sejam capazes de criar suas próprias interpretações da histórica conforme, suas faculdades de analise. Contando com suporte de seus meios de comunicação, a elite racista financia qualquer individuo, que se preste a seguir a risca suas ordens. Existem alguns exemplos bem conhecidos: Ali Kamel, Demetrio Magnoli agora o novo destacado “escriba” auto-denominado “politicamente incorreto” e o jornalista Leonardo Narloch que tem sem seu currículo, trabalhos em revistas da editora Abril como a super-interessante (que não tem nada de interessante diga-se de passagem) Aventuras na História ( Uma monótona publicação feita para agradar o publico nerd) e para finalizar também foi repórter da revista Veja ( Publicação esta que dispensa comentários).

Partindo do princípio de estar na contramão da versão historiográfica nacional esse tal de Leonardo Narloch, lançou o livro: Guia politicamente incorreto da historia do Brasil. Que tem como objetivo revelar a “verdades” sobre fatos da história. Informações que incluem: Zumbi tinha escravos, a feijoada foi criada na Europa entre outras perolas. Como todo bom, serviçal dos poderosos seu livro foi projetado, se tornando um sucesso de vendas.



Vejamos um pouco da incrível “lucidez” desse novo Varnhagem.


Analisemos: O entrevistador não consegue conter sua Peçanha, e logo emiti seu pensamento de forma direta, que a história dos negros o incomoda, e que a escravidão foi inventada na áfrica. Dessa maneira se compreende bem a tentativa se de minimizar e fazer com que seja criado um repartimento da responsabilidade da monstruosidade da escravidão dos povos africanos. Omiti se que a estrutura do nefasto comércio escravista foi instituída pelos Europeus.


Analisemos novamente: Outra perola da entrevista no momento em que Narloch fala sobre a “verdadeira” história de Zumbi. Como ele e pego em contradição, em primeiro lugar ele afirmar: A onde se sabe muito pouco sobre Zumbi, e que sua personalidade e resultado de manipulações de historiadores marxistas. Se as informações sobre Zumbi são escassas, da onde veio a fonte de Leonardo para confirmar que Zumbi tinha escravos? Perceba-se o maniqueísmo inescrupuloso do jornalista os argumentos apresentados, por outros estudiosos são considerados romantizados e não realistas já suas explicações são completamente abalizadas. Seguindo essa mesma linha, afirma-se que Palmares era uma espécime de reino a onde Zumbi e Ganga Zumba eram idolatrados, afirmação esta feita por um suposto relato de um soldado holandês que lutou contra os quilombolas, mais a onde esta a comprovação da existência desse soldados holandês? Para se afirmar com veemência deve-se existir um prova, para que seja feita a veracidade do relato.


Outro vídeo a onde o revelador Leonardo Narloch nos exibe, juntamente com o historiador Marco Antonio Vila todo o teor reacionário de suas teses. Tudo parte do principio de uma doutrinação ideológica se tendência de esquerda. O valoroso reconhecimento que alguns personagens históricos adquiriram são produtos de uma mitificação. Os livros distribuídos nas escolas públicas estão carregados de interpretações de pesquisadores que imprimem suas visões políticas.



Uma questão tocante nessa entrevista, e a falta de sensibilidade tanto da entrevistadora, como dos entrevistados. Primeiro lugar Leonardo Narloch diz que seu livro não e um resultado de um estudo sério, e sim um material feito para provocar irritação em outras pessoas.

E sobre sua explicação sobre os povos indígenas. Leonardo diz: Apesar das matanças extensas, e a contaminação por doenças, os índios saíram no “lucro” por que com o contato com o homem branco. O progresso na agricultura que se tornou extensiva, bem isso e uma verdade, antes da chegada dos portugueses não existiam latifúndios é não havia concentração de terras como propriedades de poucos indivíduos, em decorrência disso se não existia a pobreza no campo. A produção agrícola feita pelos indígenas era suficiente para nutrir suas necessidades, então por que modificá-la? Outros “lucros” que os índios tiveram com o homem branco doenças, banana, cachorro e ferramentas. Ou seja, a grande dádiva que os brancos deram aos índios foi a possibilidades deles morrerem por doenças que antes não os afetavam, a possibilidade de comerem bananas, e terem cachorros como animais de estimação.




E sobre a escravidão. As explicações dadas por Marcos Antonio, a escravidão foi feita pelo consentimento dos próprios escravizados. Palmares e apenas uma representação idealista de um sonho romântico, se o Quilombo de palmares fosse apenas uma simplória aglomeração de negros, como foi possível o fato que esta comunidade resistiu por um século as investidas armadas dos colonizadores? A verdade e que os Quilombos representaram a luta dos negros contra o regime escravocrata, a negação ao julgo opressor. Quilombos significaram uma ruptura com o modelo de exploração, e foram mais do que parcas estruturas sociais criadas por negros fugidos.

E sobre Aleijadinho não se pode aceitar que um não-branco consiga ser capaz de fazer uma arte exuberante. Tudo deve ser atacado. Todos sabem que a ditadura militar foi uma gerência anticomunista. Para estes “historiadores imparciais” aAqueles que lutaram contra os militares, foram criminosos que lutavam pela instituição de uma nova ditadura a ditadura do proletariado. A luta armada revolucionária e distorcida, a opinião de Marco Antonio sobre a guerrilha do Araguaia: Em primeiro os guerrilheiros não tinham armas. Em segundo lugar os únicos mortos foram apenas 3 camponeses e dois militares. Houve apenas dois combates, entre os dois lados. Usando-se de uma patranha, Marco Antonio deseja impor o relativismo. Bem os guerrilheiros que estavam no Araguaia, não possuíam extensos recursos, mais conseguiam erguer uma unidade que aos poucos, era fortalecida junto a população local. Outra mentira dizer que se fez, apenas dois enfrentamentos o exército promoveu a maior mobilizações interna de soldados da história do Brasil, superada apenas pela ofensiva contra Canudos. Na guerrilha do Araguaia morreram muito mais do que 5 pessoas, as forças armadas realizaram execuções sumárias de militantes e de camponeses que ajudam na luta, ocultação de corpos é torturas sistemáticas foram cometidos. O comandante Osvaldão morto sem direito a defesa.




O samba foi uma música com rebuscamento europeu. Não de pode creditar aos negros, o dom de fazerem algo sem que exista, um auxilio ou ponta de influência européia. Os brancos são sempre os professores que fornecem conhecimento.


Percebe-se muito bem uma conclusão básica sobre esta questão. A elite e seus pensadores financiados, não desejam que o povo conheça e faça sua própria história. Apóiam-se em um revisionismo rasteiro, sem consistência para emplacar apenas a versão que lhe interessa. A base para esses ataques e o mixuruca pretexto de uma fortíssima ideologização educacional de cunho socialista. A classe media conversadora, se deleita em ser defendida, em todas as partes, ignora tudo que seja contrária a ela.


Façamos um raciocínio rápido, que deixa na bancarrota o argumento predileto dos revisionistas de araque. O Estado que nos governa e uma estrutura fundamentalmente feita para manter a hegemonia de determinados grupos na sociedade, pois ele existe, protege e serve os interesses da classe dominante, portanto tudo que este mesmo Estado realizar, será para preservar o status quo sendo assim e impensável imaginar que o Estado forneça conhecimento as classes populares através do ensino dito publico versões de histórias que coloquem o povo em luta contra a elite.


A educação dada nas escolas e um formidável instrumento de alienação, estudos estagnados que não estimulam alunos e professores. Muito acreditam e dizem que o futuro do Brasil esta na educação. Mais sinceramente em um país regido, por um sistema de dominação quem ou o que daria este passaporte para uma nova era? Chamado educação. Indiferente das tentativas de elite em apagar a historia e reduzi-la a relativos fatos, sem importância e preciso saber continuar construindo e fortalecendo a visão histórica que nos representa. Viva a real historia de luta do povo.

Um comentário:

Douglas Cristian disse...

Você leu o livro? Em estudo de História valem as coisas que estão em documentos e bibliografias e não aquilo que gostaríamos que a História fosse.