Fome - Arma de dominação é destruição em massa.

O mundo já possui recursos é conhecimentos científicos/técnicos suficientes para garantir produtividade alimentícia suficiente para erradicar a fome por completo. Mas isso não é feito, havendo conforme dados da FAO (Food and Agriculture Organization), agência especializada da ONU para questões relacionadas a agricultura, aproximadamente cerca de 870 milhões de pessoas em situação de vitimização causado pela escassez de alimentos.  A fome traz consequências terríveis, causando impactos que prejudicam o desenvolvimento socioeconômico dos países afetados. Milhares de pessoas estão morrendo por subnutrição e inanição, essas crises humanitárias colocam a vida de milhões em ameaça direta de extermínio, se processam em um genocídio paulatino.
A massa absoluta de famélicos esta situada nos países de terceiro mundo. África, América, Ásia, regiões que no passado tiveram suas extensões territoriais ocupadas é as riquezas naturais exploradas  em benefício do enriquecimento das metrópoles que atualmente se constituem os países com maior concentração econômica.

Apesar da retórica em clamor de uma perspectiva pelo fim da fome, a real intenção em sua erradicação não e assunto prioritário na agenda da “comunidade internacional”.  Em contrapartida os gastos relacionados à área militar têm aumentos em ascensão crescente, mesmo em períodos de “crise” econômica, os recursos para manutenção das forças armadas não cessam. Os Estados Unidos é o país que tem o maior orçamento militar do planeta, responsável por azeitar uma mortífera maquina de guerra, usada para impor a hegemonia de seus interesses seja através de atos de hostil provocação ou pela intervenção ocupacional sobre território de outras nações.

Essa dicotomia de fome é armas somente é possível dentro da lógica do capitalismo.  










Kassan 28/02/2013 


Subimperialismo Brasileiro se assanha rumo à África!

A presidente Dilma Rousseff iniciou nesta última sexta 22, o discurso inicial da III Cúpula América do Sul – África, realizada em Malabo, capital da Guiné Equatorial, reunião que tem como objetivo oficial estreitar as relações em várias áreas entre os países latino-americanos é as nações africanas. Dilma em seu discurso afirmou a necessidade de criar laços entre o Brasil é o continente africano possibilitando uma aliança que beneficiará a todos envolvidos.


A  estratégia de aproximação com a África já havia sido desenhada pela gestão Lula, é agora ganha novo impulso pela gerência dilmista, aproveitando o período de crise econômica nos principais centros imperialistas. Deve-se perceber no entendimento, que essa aproximação em suma não pode ser classificada com uma expansão de um projeto imperialista de um “Grande Brasil”, pois o mesmo permanece estacionado como um país periférico, cuja economia é umbilicalmente dependente dos fluxos de capitais financeiro internacionais, retardado cientifica e tecnologicamente sendo mantido sobre o campo do poder político e militar do imperialismo estadunidense. As ambições tupiniquins a África são restritas, pois não há condições que possibilite ao Brasil promover uma disputa pelas áreas já demarcadas pelo imperialismo seja francês, inglês, norte-americano ou até mesmo o chinês que atualmente é o mais agressivo em penetração no continente africano. A opção então e adentrar território africano sob uma bandeira ''solidária'', explorando as peculiaridades históricas que interligam os países, algo conforme explicado pela própria Dilma: "Falamos a mesma língua porque temos problemas e histórias parecidos. Me encontro aqui hoje para propor alianças concretas para os países africanos (...) Queremos ampliar as parcerias de pesquisas científicas e tecnológicas em todos os campos". Nessa esteira vêm os fajutos projetos de caráter social em assistência educacional, médica sendo uma parca transferência de conhecimento, para camuflar que o objetivo será garantir a burguesia brasileira mercado para investimentos, beneficiando principalmente as empreiteiras que vão poder aproveitar a oferta de mão de obra barata sem direitos trabalhistas consistentes para estabelecer lucrativos contratos de construções de infra-estrutura.  A conivência dos entreguistas governos arquicorruptos africanos a exploração de seus respectivos países favorece o estabelecimento dessas parcerias oportunistas que não trarão concretas mudanças de vida as massas populares.  

Essa aproximação visando o incremento de negócios não ajuda em nada sejam os africanos pobres, sejam os descendentes que aqui vivem no Brasil. Os frondosos lucros que por ventura que se originam vão estar concentrados e repartidos  entre um punhado de capitalistas que não representam a verdadeira face do povo brasileiro ou africanos. Em meio a pompa da cúpula não será denunciado à realidade de pobreza é exploração a qual os milhões de descendentes africanos são submetidos na América do Sul é principalmente no Brasil a última nação a abolir a escravidão no hemisfério ocidental.



A verdadeira aproximação se dará por meio da união dos povos em profunda consciência de sua importância histórica. A solidariedade internacionalista na luta pela libertação das nações contra o neocolonialismo. No amplo reconhecimento de remover os obstáculos que nos oprimem em conjunto, identificando os reais inimigos, criando uma estratégia para barrar a ofensiva em curso dirigida pelo imperialismo sobre os povos.  A comunidade afro-diaspórica no Brasil é na América Latina por inteiro tem laços de sangue com a África, somos marcados pela brutalidade de séculos de terrores, exploração, nosso trabalho serviu para lançar os alicerces do capitalismo, hoje estamos excluídos, impedidos de ter acessibilidade as condições concretas para o bem-estar, desenvolvimento socioeconômico.  Diante desse cenário não há alternativa a não ser desenvolver a luta por uma genuína integração libertadora, gloriando com justiça a história dos povos do Brasil, América do Sul é África. 




Kassan 23/02/2012



DISCURSO DE DESPEDIDA


OSSIE DAVIS NO FUNERAL DE MALCOLM X*

Aqui, nesta hora final, neste lugar silencioso, o Harlem veio se despedir de uma de suas mais brilhantes esperanças. Agora extinta e afastada de nós para sempre. Não está na memória dos homens que esta comunidade sitiada e infeliz, mas apesar disso, orgulhosa tenha encontrado um defensor mais corajoso e destemido do que este afro-americano que aqui jaz. Sempre indomável. E volto a dizer como ele gostaria de ouvir, afro-americano. Afro-americano Malcolm. Malcolm tinha deixado de ser negro há muitos anos. Esta palavra era muito insignificante, pequena e fraca para ele. Malcolm era muito maior do que isso. Malcolm tornou-se um afro-americano. E queria desesperadamente que nós, todo o seu povo, nos tornássemos também afro-americano.

Há os que consideram o seu dever, como amigos do povo negro, nos dizer que o rebaixemos. Que fujamos até da presença da sua memória... Que nos salvemos, excluindo-o da história dos nossos tempos turbulentos. E nós sorriremos. Dirão que ele é um fanático e racista odioso, que só pode trazer mal à causa pela qual lutamos. E nós só lhes diremos: "Alguma vez falaram com o irmão Malcolm? Alguma vez lhe tocaram ou ele alguma vez lhes sorriu? Alguma vez realmente o ouviram? Foi alguma vez associado à violência ou a alterações de ordem pública? Se isso tivesse acontecido, conheciam-no." E, conhecendo, saberiam por que devemos honrar sua memória. Malcolm era a nossa qualidade de homens negros e vivos. Era o que ele significava para o seu povo. E, ao honrá-lo, honraremos o que de melhor há em nós. Por muito grande que fosse o nosso desacordo com ele, ou entre nós por causa dele, ou do seu valor como homem, que a partida dele sirva para nos unir.

Ao entregarmos estes restos mortais a terra, a mãe comum de todos, seguros de que o que enterramos não é um homem, mas uma semente que depois do inverno do nosso descontentamento voltará a vir ao nosso encontro. E só então o conheceremos como ele era e é: um príncipe. O nosso príncipe negro e brilhante que não hesitou em morrer porque nos amava tanto.








KASSAN 21/02/2012 

Malcolm X se tornou o Omowale! 



Malcolm X identificou a necessidade de promover uma ligação direta entre diáspora africana com o próprio continente africano. Com base nisso, realizou a sua ''Hajj'' até a Terra-Mãe África. Uma viagem enriquecedora sobre todos os pontos de vista, algo que o serviu para aproximá-lo das raízes ancestrais. A letra ''X'' adotada em substituição ao sobrenome 'Little'' (pequeno) significa a incógnita em razão do desconhecimento de informações exatas sobre sua ancestralidade. Então decide recuperar esse direito ao conhecimento histórico, fato esse impedido devido aos terrores da escravidão. A importância em ir até a fonte da história, indo até a África, contribui para demolir a série de mitos, inverdades é mentiras semeadas no decorrer dos séculos com objetivo de construir uma imagem errônea dos povos africanos é seus descendentes espalhados pelo mundo. 





Visitou o Egito a onde pode ver o esplendor das pirâmides é antiguidades construídas pela poderosa civilização Kemética, tomou partido em favor da luta do povo palestino contra o sionismo, firmou apoio ao então governo nacionalista egípcio de Nasser. Em 1964 visitou Gana, na qual teve companhia da escritora é poeta Maya Angelou, nessa ocasião pode aprofundar conhecimento do pensamento político do movimento Pan-africanista que tinha em Kwame Nkrumah um dos maiores ideólogos contemporâneo. Em sua passagem pela Nigéria, realizou uma eloqüente palestra na Universidade de Ibadan, recepcionado calorosamente pela ''Sociedade dos estudantes mulçumanos'' recebeu em homenagem o nome de Omowale que em idioma iorubá significa (o filho que voltou para casa). Por seu esforço em conhecer em profundidade a vastidão das culturas africanas, solidarizou-se imediatamente com as lutas as independentistas que se desenvolviam em ritmo acelerado em todo o território africano colonizado pelas potências imperialistas, já sendo um nacionalista negro, expandiu seus conceitos ao Pan-africanismo identificando-o como o movimento revolucionário, internacionalista, capaz de destruir a estrutura de poder racista, sendo, portanto a fase máxima da politização da comunidade negra global. O regresso de Malcolm X não foi somente físico, mais também mental, espiritual, esse fato o consolida como um eterno revolucionário a luta pela libertação africana seja na diáspora assim como no continente original. O ideal seria se todos nós seguíssemos o exemplo desse homem, nós tornando também um Omowale. Passam-se os anos é o nome de Malcolm X, continua a perdurar ainda vivo, lembrando-nos a importância de lembrarmos-nos de nossas raízes, para que possamos saber em que mundo desejamos existir. 




Kassan 19/02/2012 




HONRA A MALCOLM X!


Malcolm X é sua fascinante fisionomia de líder. Um militante fiel, homem que percorrerá os caminhos árduos, agindo sempre no extrapolar de suas capacidades. Extraiu uma descomunal vontade em servir ao seu povo com a força máxima de seu coração. Seu poder não era fruto de surto propagandístico típico que transforma pulgas em gigantes é sim de uma titânica disposição plena a nunca ceder ou parar mesmo sobre os percalços das adversidades é peso das hostilidades do inimigo. 


Combativo incansável, trincheirou cada ponto para a batalha pela vitória do Povo Negro, não possuía falanges armadas ao seu comando mais era um general, cujas armas eram as palavras mais afinadas do que qualquer lâmina é mais perfurante do que qualquer bala.

Ao se postar ao campo da vanguarda se lança a uma irreversível ruptura a estrutura de poder vigente que mantinha sobre os grilhões do opróbrio o Povo Negro. Radicalismo não! Radicalidade sim! Por isso motivo Malcolm X trilhou seu caminho muitas vezes sendo incompreendido por seus congêneres, isolado por suas idéias, somaram-se acusações produto da contrapropaganda inimiga, afirmações de ser um ''propagador do ódio'' ou de ''racista inverso'', ''instigador da violência''  Malcolm X é de uma grandiosidade de um mártir autêntico!

Sua existência deverá se mantiver como brasa incandescente a esquentar corações esfriados pelo terror da opressão. Compreendemos pelas próprias palavras desse mestre o motivo a qual devemos ter em sua pessoa inestimável admiração é reconhecido ao gênio. 



AUTODEFESA

“Acho que há muitas pessoas boas na América, assim como há muitas pessoas ruins na América, que parecem deter o poder e se posicionam para bloquear o que eu e você precisamos. Porque esta é a situação, eu e você temos que preservar o direito de fazer aquilo que é necessário para trazer um fim a esta situação, e isso não significa que eu defenda a violência. Mas não sou totalmente contra usá-la como autodefesa. Nem chamo de violência quando é em autodefesa. Chamo de inteligência”.



ESCRAVIDÃO

"O que fizemos: nós investimos 310 anos de trabalho escravo. 310 anos nos quais a cada dia suas mães e a minha, meu pai e os seus, trabalharam a troco de nada. E não com uma jornada de oito horas/dia, não existiam sindicatos naquela época. Eles trabalhavam do nascer ao pôr do sol, começavam quando ainda estava escuro e iam noite adentro até não puderem enxergar mais. Eles nunca tiveram um dia de folga! E no domingo, eles eram autorizados a sentar e cantar sobre como, quando morressem, não seriam mais escravos... quando morressem, eles não seriam mais escravos! Então eles subiriam aos céus e todos os dias seriam domingo. Isso é uma vergonha.

E esses 310 anos de escravidão são a minha e a sua contribuição para esta economia e sistema político em particular. Façamos ele nos pagar o que nos deve. Vamos nos unir! E se é isto o que o negro quer, vamos nos juntar a ele. Vamos lhe mostrar como manter o esforço na batalha, vamos lhe mostrar como lutar! Vamos lhe mostrar como causar uma verdadeira revolução!

Nós somos africanos, e aconteceu de estarmos na América. Nós não somos americanos, somos um povo que outrora era africano e foi sequestrado e trazido para a América. Nossos antepassados não foram peregrinos. Nós não desembarcamos na Rocha Plymouth, a Rocha Plymouth que foi "desembarcada" em nós.

Nós fomos trazidos aqui contra nossa vontade, não fomos trazidos aqui para sermos cidadãos. Não fomos trazidos aqui para desfrutar dos benefícios constitucionais dos quais eles falam tão bem hoje. Porque nós não fomos trazidos aqui para que hoje nos tornássemos cidadãos. E agora que em algum grau nós despertamos e começamos a pedir coisas que eles dizem ser - supostamente - para todos os americanos eles olham para nós com hostilidade e frieza.”




IMPERIALISMO

"Eu poderia apontar aqui que o colonialismo e imperialismo, como o sistema escravista do Ocidente é chamada, não é algo que se limita a Inglaterra ou a França ou os Estados Unidos. Os interesses deste país estão em conluio com os interesses da França e os interesses da Grã-Bretanha. É um enorme complexo ou combinar, e cria o que é conhecido não como a estrutura de poder americana ou a estrutura de poder francês, mas uma estrutura de poder internacional. Esta estrutura de poder internacional é utilizado para suprimir as massas de pele escura pessoas em todo o mundo e explorá-los de seus recursos naturais. "
Eu acho que uma análise objetiva dos acontecimentos que estão ocorrendo na Terra pontos hoje em direção a algum tipo de confronto final. Você pode chamá-lo de confronto político, ou mesmo um confronto entre os sistemas econômicos que existem nesta terra que quase se resumem ao longo linhas raciais. acredito que haverá um confronto entre Ocidente e Oriente. Acredito que há acabará por ser um confronto entre os oprimidos e os que fazem o oprime. Acredito que haverá um conflito entre os que querem liberdade, justiça e igualdade para todos e aqueles que querem continuar os sistemas de exploração."




JUVENTUDE

"Se você já estudou os cativos sendo capturados pelos soldados americanos no Vietnã do Sul, você verá que esses guerrilheiros são jovens. Alguns deles são apenas crianças e alguns não chegaram à adolescência. Maioria são adolescentes. É os adolescentes ao exterior, em todo o mundo, que são, na verdade, envolvendo-se na luta para eliminar a opressão é a exploração no Congo, os refugiados apontam que muitos dos revolucionários congoleses, eles atiram todo o caminho até sete anos de idade - que é foram relatados na imprensa. Porque os revolucionários são as crianças, os jovens. Nesses países, os jovens são os que mais rapidamente se identificam com a luta é a necessidade de eliminar as más condições que existem. E aqui, neste país, tem sido a minha própria observação de que, quando você entra em uma conversa sobre o racismo é a discriminação e segregação, você vai encontrar os jovens mais revoltados com isso - eles se sentem mais cheia de vontade de eliminá-lo ".




JUSTIÇA

"Por que o negro tem que ir ao tribunal para ser livre se o branco é livre desde que nasce? Por que o negro precisa de lei para provar que é um ser humano? O branco não precisa provar que é um ser humano. Digo isso pelo seguinte: nós nunca teremos liberdade real entre brancos e negros nesse país sem destruir esse país, sem destruir o atual sistema político, sem descobrir o atual sistema econômico, sem reescrever a constituição inteira, sem destruir tudo que os Estados Unidos da América supostamente defendem."




LIDERANÇA

"Desde que me tornei uma espécie de "líder" dos pretos aqui na sociedade racista da América, tenho me sentido mais confiante a cada vez que o homem branco resiste ou me ataca mais vigorosamente... porque cada vez que isso acontece tenho mais certeza de que estou no caminho certo para defender os melhores interesses do homem preto americano. A oposição do homem branco racista automaticamente me faz saber que ofereci ao homem negro algo vantajoso."

"Nós, as massas negras, não queremos esses líderes que buscam nosso apoio vindo para nós representando um determinado partido político. Eles devem vir para nós hoje como líderes negros que representam o bem-estar do povo negro. Nós não seguiremos qualquer líder hoje que vem com base de partido político. Ambas as partes (democratas e republicanos) são controlados pelas mesmas pessoas que abusaram nossos direitos, e que nos enganou com falsas promessas cada vez uma eleição rola ao redor.”



MARTIN LUTHER KING

"O objetivo sempre foi o mesmo, com as abordagens de como diferentes como a minha e não-violentos Dr. Martin Luther King marcha, que dramatiza a brutalidade é o mal do homem branco contra os negros indefesos. E no clima racial neste país, hoje, é uma incógnita qual dos "extremos" na abordagem aos problemas do homem negro pode conhecer pessoalmente uma catástrofe fatal primeiro - "não-violenta" Dr. King, ou o chamado "violento" eu. ''

Ele recebeu o prêmio da paz, temos o problema... Se eu estou seguindo um general, e ele está me levando a uma batalha, e que o inimigo tende a dar-lhe recompensas, ou prêmios, fico desconfiado dele. Especialmente se ele recebe um prêmio de paz antes da guerra.

Eu vou dizer nada contra ele. Ao mesmo tempo em que os brancos nos Estados Unidos chamou de racista e extremista, e um comunista. Então os muçulmanos negros vieram e os brancos agradeceram ao Senhor por Martin Luther King.”




MULHERES

"Se você está em um país que é progressivo, a mulher é progressiva. Se você está em um país que reflete a consciência para a importância da educação, é porque a mulher está consciente da importância da educação. Mas em cada país atrasado você vai encontrar as mulheres estão para trás, e em todos os países onde a educação não é sublinhou a sua porque as mulheres não têm educação”.



MILITÂNCIA

Se um negro reage é chamado de extremista. Como se ele devesse ficar passivo e amar seu inimigo mesmo que seja atacado. Mas se ele se levanta e tenta se defender então ele é chamado de extremista. Quando o povo negro der um passo decidido e considerar seu direito, quando sua liberdade é ameaçada, de usar qualquer meio necessário para se libertar ou para deter a injustiça, ele não vai ficar isolado. Eu vivo nos Estados Unidos onde existem 22 milhões de negros contra 160 milhões de brancos. Não estou preocupado em usar o que for necessário para que os negros se defendam, porque então teremos mais brancos do nosso lado do que agora com esse método de amar o inimigo." 





PAN-AFRICANISMO

"Uma das coisas que vai nos ajudar é a independência da África. Um dos motivos de nunca termos nos organizado é que odiamos a nossa imagem africana. A África esteve nas mãos de pessoas que criaram uma imagem negativa e odiosa dela. Sendo odiosa nós não quisemos nos identificar com ela. Agora que a África está ficando independente e criando uma imagem positiva de si mesma nós podemos olhar para ela e nos identificarmos. Nós ficamos orgulhosos de nosso sangue africano. Isso faz os negros no ocidente terem mais orgulho racial e se unirem trabalhando juntos. O imperialista vê isso como uma grande ameaça."


RACISMO

“Eu não sou um racista. No passado eu me permiti ser usado... fazer acusações generalizadas a todas as pessoas brancas, à raça branca inteira, e essas generalizações causaram muitas injúrias a alguns brancos que talvez não merecessem ser magoados. Por causa da iluminação espiritual que eu tive a bênção de receber como resultado de minha recente peregrinação à cidade sagrada de Meca, eu não aprovo mais acusações generalizadas a nenhuma raça. Eu estou agora me empenhando em viver a vida de um verdadeiro muçulmano sunita. Eu devo repetir que eu não sou um racista e nem aprovo os princípios do racismo. Eu posso declarar com toda a sinceridade que eu não desejo nada além de liberdade, justiça e igualdade, vida, liberdade e busca da felicidade para todas as pessoas.”



REPRESSÃO POLICIAL

"As estatísticas fazem o público branco pensar que a periferia é uma área criminosa onde todos estão prontos para a violência. A polícia então fica à vontade para ir até lá para brutalizar, eliminar e assustar os negros. Quando qualquer coisa acontece, vinte viaturas aparecem. Isso não assusta os negros, essa força cria um ressentimento em todos os negros. Eles sentem que estão em um Estado policial, eles se tornam hostis à polícia e sentem que a polícia está contra eles. E esses pensamentos, frustrações e apreensões fazem os negros buscarem meios de se defenderem caso a polícia passe demais do limite.

Depois que a polícia convence o público branco de que o negro é um elemento criminoso a polícia se permite interrogar, brutalizar e assassinar negros desarmados e inocentes. E o público branco é manipulável o suficiente para lhes dar apoio.

Isso faz da comunidade negra um Estado Policial, isso faz do bairro negro um Estado Policial. É o bairro mais patrulhado, têm mais policiais do que qualquer outro bairro e ainda assim têm mais crimes do que qualquer outro bairro. Como pode ter mais policiais e mais crimes? Como pode? Isso mostra que a polícia deve estar envolvida com os criminosos".




SISTEMA ECONÔMICO


"É impossível que o capitalismo sobreviva, principalmente porque o sistema capitalista precisa de algum sangue para sugar. O capitalismo costumava ser como uma águia, mas agora é mais como um abutre. Era usado para ser forte o suficiente para ir e sugar o sangue de alguém seja ele forte ou fraco. Mas agora se tornou mais covarde, como o abutre, e só pode sugar o sangue dos desamparados. Se o capitalismo tem menos vítimas e menos para sugar, ele torna-se cada vez mais fraco. É só uma questão de tempo, em minha opinião, para ele entrar em colapso completo." 






UNIÃO

Prezado Senhor:
A atual crise racial neste país carrega dentro de si poderosos ingredientes destrutivos que podem em breve entrar em erupção em uma explosão incontrolável. A gravidade da situação exige que medidas imediatas sejam tomadas para resolver este problema crucial, antes que ocorra a explosão desse barril de pólvora.

A Frente Unida envolvendo todas as facções negras, elementos e seus líderes são absolutamente necessárias. Uma explosão racial é mais destrutiva do que uma explosão nuclear.

Se o capitalista Kennedy e o comunista Khrushchev podem encontrar algo em comum para formar uma frente unida apesar de suas grandes diferenças ideológicas, é uma vergonha para os líderes negros não serem capazes de submergir nossas diferenças, a fim de buscar uma solução comum para um problema comum apresentado por um inimigo comum.
No sábado, 10 de agosto das uma às sete horas, os muçulmanos estão patrocinando outro comício gigante ao ar livre na 116th Street na Avenida Lenox. Dois comícios anteriores, este verão no mesmo local, atraíram 5000 e 7000 pessoas respectivamente. Esperamos atingir a nossa maior multidão desta vez, faça chuva ou faça sol.

Estamos convidando vários líderes negro para darem sua análise do problema racial presente e também a sua solução. Também explicaremos solução do Sr. Muhammad.

Não haverá debate, discussão, crítica, ou condenação. Vou moderar a reunião e a ordem é a garantia e cortesia para todos os falantes. Este evento foi concebido não só para refletir o espírito de unidade, mas ele vai te dar a chance de apresentar seus pontos de vista para os elementos maiores e mais explosivas de Nova York. Se você não pode vir, por favor, envie um representante. Convites para participar foram enviados para: Dr. Gardner C. Taylor, Adam Dr. C. Powell, James Farmer, Young Whitney, Phillip A. Randolph, Dr. Ralph Bunche, Dr. Joseph H. Jackson e James Forman. Uma resposta imediata seria apreciada. ( Carta enviada para Martin Luther King)




SIONISMO

Os exércitos sionistas, que agora ocupam a Palestina reivindicam seus antigos profetas judeus previu que nos "últimos dias deste mundo" o seu Deus iria levantá-los a um "messias" que iria levá-los para a terra prometida, e que iria criar a seu próprio governo "divino" nesta terra recém-adquirida, este governo "divino" lhes permitiria "reger todas as nações com vara de ferro".

Se os sionistas israelenses acreditam que sua atual ocupação da Palestina árabe é o cumprimento das previsões feitas por seus profetas judeus, então eles também acreditam religiosamente que Israel deve cumprir sua missão "divina" para governar todas as outras nações com vara de ferro, o que significa apenas uma forma diferente de ferro-como regra, mais firmemente entrincheirado até mesmo, do que a das ex-potências coloniais européias.
Estes sionistas israelenses religiosamente acreditam que seu deus judaico os escolheu para substituir o colonialismo europeu ultrapassada com uma nova forma de colonialismo, tão bem disfarçado que vai permitir-lhes a enganar as massas africanas em submeter voluntariamente à sua autoridade "divina" e orientação, sem as massas africanas estar cientes de que eles ainda estão colonizados.

Os sionistas israelenses estão convencidos de que têm sucesso camuflada sua nova forma de colonialismo. Seu colonialismo parece ser mais "benevolente", mais "filantrópicas", um sistema com o qual eles governam simplesmente fazendo com que suas vítimas potenciais a aceitar suas ofertas amigáveis ​​de econômica "ajuda", e outros presentes tentadoras, que eles balançam na frente do recém-independentes nações africanas, cujas economias estão enfrentando grandes dificuldades. Durante o século 19, quando as massas aqui na África foram em grande parte analfabetos era fácil para imperialistas europeus para governá-los com "força e medo", mas nesta época atual de iluminação das massas africanas estão despertando, e é impossível para mantê-los em verificar agora com os métodos antiquados do século 19.

Os imperialistas, portanto, ter sido obrigada a elaborar novos métodos. Uma vez que eles não podem mais forçar ou assustar as massas em sua apresentação, eles devem inventar métodos modernos que lhes permitam manobra de massas africanas em submissão voluntária. ( Artigo escrito ao jornal egípcio A Gazeta egípcia – 17 setembro 1964).









Kassan 17/02/2013 




ESPECIAL MALCOLM X




Diante a data de 48 anos do assassinato de Malcolm X, prestaremos uma homenagem no decorrer da semana a esse grande líder da história.

Com quais palavras exatas, podem ser usadas para definir Malcolm X / El-Hajj Malik El-Shabazz?  Não faltariam adjetivos para homenageá-lo, um homem cujo valor de seu caráter, abnegação a causa é pureza de suas idéias o conservam a eternidade nas memórias é corações de todos aqueles que acreditam, sonham é lutam por um mundo melhor, realmente livre a onde todos possam conviver em uma verdadeira harmonia com respeito à diversidade, respeito a vida baseado na tolerância é compreensão, que hajam deveres é direitos iguais a todos.  Simplesmente não haveria formas possíveis de agradecer por tudo que ele fez em sua vida para nos defender de nossos opressores, para elevar nossa consciência é espírito fraterno. Vejamos bem, isso não se trata de uma gratidão apenas a qual o Povo Negro que (sobre)vive nos Estados Unidos, todos nós filhos é filhas, irmãos é irmãs que carregam o sangue africano entre as veias devemos respeitar a heroicidade desse grandioso homem.


Nessa luta contra o racismo não a espaço para limitações de nacionalidades, fronteiras, idiomas, religiões ou qualquer outro tipo de traço que sirva para distinção. O inimigo racista seja os que existem no Brasil, América Latina, Ásia, Caribe, América do Norte ou Europa até na própria África é um inimigo comum a todos os negros sem exceção. Malcolm X, identificará isso plenamente é em seus últimos anos de vida já situava seu posicionamento a uma abrangência internacionalista, o racismo não era um problema norte-americano é sim global, extenso a vários países que afetam a vida de milhões de seres humanos.  Jamais ficaremos alheios aos esforços feitos por esse genuíno revolucionário.  Honrai – vós a Malcolm X mais do que uma singela lembrança  de um passado distante é sim buscarmos de formas inteligentes transplantar para o dia a dia a vocação a liberdade que demonstrou ter esse amado líder em sua existência.









Kassan 15/02/2013


Alex Haley


Alexander Murray Palmer Haley nasceu em Ithaca, 11 de agosto de 1921, faleceu em Seattle, 10 de fevereiro de 1992, mundialmente conhecido por Alex Haley foi um escritor é intelectual autêntico é consciente do período de exigências de mudanças que ocorriam na sociedade norte-americana com a população negra partindo a luta em suas reivindicações por direitos civis, políticos, sociais.  Não fazendo por menos, colocou seu talento a contribuir a essa fase importante. Atuando como jornalista, escritor foi reconhecido é premiado por seu trabalho.



Autor de uma fenomenal obra literária: ''Raízes: A Saga de uma família americana'' um romance publicado em 1976 que narra a história de Kunta Kinte, um jovem capturado na África é enviado para ser escravo nos Estados Unidos.  O livro conta os horrores a qual foram obrigados a serem submetidos os africanos durante a escravidão, desde o período de seqüestro no continente africano, passando pela tortuosa viagem nos navios negreiros até chegarem aos EUA onde eram submetidos a jornadas de trabalho forçado sem direito a nada.  O protagonista da história Kunta Kinte resiste ao extremo de suas forças físicas, mentais a todas as sevícias possíveis, negando-se a abdicar-se de sua identidade é da ligação com seu povo é cultura.



Alex Haley usou da história para afirmar ser da linhagem genealógica do clã Kinte. Essa versão foi contestada por algumas pessoas, e também foi acusado de plagiar um livro muito semelhante chamado '' O africano'' escrito por Harold Courlander é do livro ''Jubileu'' de autoria de Walker Margaret Alexander, apesar da polêmica Haley teve sua adaptada para a televisão em formato de série em 1977 que foi sucesso de audiência rendendo-lhe mais sucesso.




Dois fatos marcariam sua vida.  Malcolm X confiou a Alex Haley o direito a redigir sua autobiografia, Malcolm X contou-lhe fatos de sua trajetória de vida da fase da infância, família até o envolvimento com a criminalidade sua conversão ao islã é suas idéias políticas. Em 1965 foi publicado o livro, pouco tempo após o assassinato de Malcolm X, sendo que o próprio por relato contido na autobiografia já informa que sua vida poderia ser interceptada em circunstâncias de suas atividades militantes.


Outro fato que lhe renderia notoriedade foi em 1968 quando entrevistou para revista Playboy, o ex-integrante da Marinha norte-americana George Lincoln Rockwell, fundador é líder do Partido Nazista Americano que apenas concordou em ser entrevistado após Haley garantir não ser judeu. Apesar do clima tenso em que foi feito a entrevista tendo George Lincoln Rockwell mantendo uma arma carregada durante toda a entrevista e por proferir suas crenças racistas, Alex Haley a conduziu mantendo profissionalismo evitando entrar em conflito. Também realizou entrevistas com outras personalidades ao longo de sua fase de jornalista incluído Muhammad Ali, Jim Brown , Johnny Carson, Sammy Davis, Jr., Quincy Jones. 

Durante sua vida, Alex Haley dedicou-se a ser um homem que empregará suas letras em benefício da comunidade afro-diaspórica estadunidense. 



 "O racismo é ensinado em nossa sociedade... Não é automático. Ele é um comportamento aprendido para as pessoas com diferentes características físicas”.

- Alex Haley






Kassan 10/02/2013 




Recado de Malcolm X, para Martin Luther King 







Temos assistido com grande preocupação os ataques viciosos das raças brancas contra nossas pobres pessoas indefesas em St. Augustine. Se o Governo Federal não vai enviar tropas para a sua ajuda, é só dizer uma palavra e nós enviaremos imediatamente alguns irmãos nossos lá para organizar unidades de autodefesa de nosso povo, e a Ku Klux Klan sentirá o gosto de seu próprio remédio. O dia de dar a outra face a esses animais irracionais acabou.



The Organization of Afro-American Unity
Malcolm X, Chairman
Theresa Hotel
Harlem, NY




Kassan 04/02/2013